segunda-feira, 10 de março de 2014

As regulações e seus efeitos caóticos na sociedade

Marcar carona pelo smartphone pode dar multa de R$ 5 mil


Aplicativos que permitem escolher o condutor a forma de pagamento de viagens fere a legislação, segundo especialista. Prática sem uso do celular também infringe a lei
Fugir do caos do sistema de transporte público e chegar ao destino confortavelmente no horário marcado é uma conta difícil de fechar na agenda muitos brasileiros. Os problemas de mobilidade embalaram os protestos de junho do ano passado. Mas conseguir uma carona rapidamente e usá-la como alternativa aos ônibus, trens, metrôs e táxis é a solução prometida por aplicativos de smartphones recém-lançados.
Os programas para telefones celulares permitem escolher o motorista, saber o valor quanto ele cobra pelo trajeto e até a forma de pagamento. Mas especialista em transporte público alerta que essa prática é ilegal, assim como outras formas de “caronas pagas”, com ou sem uso de tecnologia. As multas ultrapassam os R$ 5 mil, segundo o bacharel em direito e servidor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Raphael Junqueira, que publica artigo inédito no Congresso em Foco, neste sábado (8).
Entenderam a lógica? Não é possível facilitar a vida do cidadão para ele chegar mais rápido ao trabalho, economizar e ao mesmo tempo agredir menos o meio ambiente, pois isso fere a Constituição. Fere a Constituição ou o lobby das empresas de ônibus paraestatais, as empresas de taxis e dentre outras tantas que estão no mercado de transporte "legalmente" e regulado pelo Estado, ao qual teriam prejudicados drasticamente seus lucros garantidos através de serviços pífios? 
Isso é o capitalismo neoliberal? Não, isso chama-se comumente de corporativismo, também conhecido por um nome mais pesado e que perdeu a sua conceituação clássica nos tempos modernos de tanta desinformação: fascismo.
A competição tão liberal, ou neoliberal para os mais acéfalos, do Estado brasileiro, é permitir que duas empresas disputem o mesmo setor. Para entrar nesse setor, mesmo que tenha melhor produto disponível, esse novo empresário terá que se ajoelhar pelo calhamaço das regulamentações burocráticas; e que obviamente, tornariam seu negócio inferior ao dos grandes conglomerados. 
A solução para o caótico trânsito brasileiro passa por duas palavras: mercado livre. E é isso que está nos mostrando os avanços tanto da tecnologia quanto da liberdade em se sobrepor a ineficiência estatal no seus mais diversos campos, deixando os burocratas e reguladores cada vez mais preocupados em como barrar essa nova onda de inovação e melhoria da sociedade.

domingo, 9 de março de 2014

O suposto racismo brasileiro e a imbecilidade dos que o pregam

De tempos em tempos vemos imagem como essa circulando nas redes sociais acusando o Brasil de um país racista:


Em cima somente vemos garis pretos do Rio de Janeiro, em contraste com a classe médica e branca encontrada na cidade de Curitiba. A análise chucra leva a crer a seguinte conclusão, os pretos, pelo racismo que ocorre no país não conseguem chegar a cargos de boa qualificação, relegando para eles apenas os trabalhos mais servis. (Aqui ocorre dois tipos de preconceitos: (1) o de que um trabalho é melhor do que o outro, ou, de que se você é médico sua importância na sociedade é maior da de quem é gari; (2) vemos várias mulheres na parte de baixo da imagem, e nenhuma na parte de cima. Deste modo, em segundos, some a outra falácia de que a mulher não consegue se equiparar ao homem no mercado de trabalho, para no momento ser focado apenas no quesito "racismo"; e não vamos contar com a questão de alguns amarelos no meio dos médicos, que sofreram amplas discriminações quando vieram para o país no início do século).

Por um momento essa análise é correta, e todos sentem indignação com tal fato. Mas paremos para pensar um minuto. A cidade do Rio de Janeiro possui uma população de pretos de 12,3% da região metropolitana da cidade, equivalente a 1.454.529 de pessoas (Síntese de Indicadores Sociais 2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só usemos o dado em sua análise grossa. É praticamente a população da cidade de Curitiba, que vejamos, tem apenas 2,8% de pretos em seu contingente (19,7% da população de Curitiba são negros ou pardos.). Os dados analisados dessa forma não são rasteiros e refletem uma outra realidade.

Não estipular conclusões sobre o porque de uns serem médicos e outros garis, mas abrir os olhos, ter o pensamento aberto sem uma viseira ideológica, isso faz com que o debate se faça de um modo mais interessante e construtivo.


sábado, 8 de março de 2014

O perigo que sempre nos assombra

Estamos em crise. A sociedade Ocidental está em crise e nem sequer soube disso ainda. Alcançamos um alto nível de vida para a maioria de todos os cidadãos, quebramos a barreira da tecnologia, inventamos um novo mundo totalmente digital e tecnológico. Mas estamos em crise. 

Nunca fomos tão livres quanto antes. Apesar de o mundo viver em grande parte sobre ditaduras sanguinárias, vemos avanços da liberdade dia a dia. Mas estamos em crise, uma crise existencial. Perdemos nosso parâmetro de análise com décadas de democracia instaladas e governo estáveis, que nos iludiram quanto a o que realmente é a liberdade. 

Uma crise começa quando um sistema de crenças está saturado e começa a ser questionado se realmente aquilo resolve os anseios dos indivíduos que o constituem. Não sabemos mais que estamos sendo vigiados e extorquidos dia a dia porque o Rei não está mais no seu trono por vontade divina, mas sim pelos votos e consentimento do próprio cidadão. 

Perdemos o foco de ser livre, e apesar disso, conseguimos avançar na liberdade, mesmo que esse texto pareça pessimista. Temos tudo o que queremos, e isso nos transforma em pessoas que não anseiam por uma maior vontade de viver, não sobreviver. Precisamos ter novamente um foco de luta, um foco para o que estão tirando de nós. Isso foi conquistado com muito sangue e suor, muitas vidas, homens, mulheres, crianças, que para a história são apenas nomes, registros em obituários, para a humanidade eles significam o maior frescor do que a liberdade pode nos proporcionar. 

É paradoxal, lutamos para ser livres, construímos sociedades livres, aumentamos cada vez mais nossa liberdade ao longo dos séculos, mas no horizonte temos a sensação de um mal estar, escuro e denso. Não é mais visível contra quem estamos lutando e contra quem devemos defender, mas essa guerra nunca deve ser esquecida. Sempre será a liberdade contra a tirania, e nunca devemos deixar de estar alerta.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Salário de domésticos sobe R$ 39 em um ano, e empregos no setor caem 10%


"Mesmo com o salário subindo abaixo da inflação, o setor de empregados domésticos teve queda de 52 mil vagas apenas em setembro, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (24). 

Enquanto a inflação acumulada em 12 meses é de 5,86%, segundo o IPCA, o rendimento médio do trabalhador doméstico apresentou aumento de 5,1%, na comparação anual (passando de R$ 761,52 em setembro de 2012 para R$ 800,50 em setembro de 2013). 

Porém, a taxa de ocupação nos serviços domésticos apresentou queda de 10,6% em um ano, segundo o IBGE. A Pesquisa Mensal de Emprego abrange as regiões metropolitanas de São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre." 


Intervencionismo, acabando com empregos e beneficiando poucos há séculos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Crédito nos bancos públicos deve subir mais que o dobro dos privados

"Crédito nos bancos públicos deve subir mais que o dobro dos privados

Pela primeira vez desde 1999, os bancos estatais devem terminar o ano respondendo por mais da metade dos empréstimos registrados no País

25 de junho de 2013 | 21h 33

BRASÍLIA - A expansão do crédito em 2013 ficará ainda mais dependente dos bancos estatais, que devem terminar o ano respondendo por mais da metade dos empréstimos no País. O fato não acontecia desde 1999. O Banco Central revisou nesta terça-feira a previsão do aumento do crédito nas instituições públicas este ano de 18% para 22%. É mais que o dobro da expansão de 10% esperada para os bancos privados nacionais, projeção que foi mantida pelo governo.
Nas instituições estrangeiras que atuam no País, o crédito deve crescer 8%, porcentual menor que os 12% previstos anteriormente pelo BC.

Se essas expectativas se confirmarem, o setor financeiro estatal terminará o ano respondendo por 50,6% do crédito no Brasil. Em maio, essa participação já estava em 49,4%. Um ano antes, era de 44,7%. Desde 2008, essas instituições têm aumentado sua participação de mercado, dentro da política do governo para estimular o consumo e o financiamento de empresas com recursos públicos.

O BC revisou a previsão de crescimento do crédito neste ano de 14%, estimativa feita há três meses, para 15%. O número significa pequena desaceleração em relação ao verificado nos 12 meses encerrados em maio, de 16,1%, quando o total emprestado atingiu R$ 2,486 trilhões – equivalente a 54,7% do PIB.

As revisões, diz o BC, refletem o comportamento verificado até maio. O crédito imobiliário, liderado pela Caixa, por exemplo, ao contrário do que se esperava, não desacelerou. Os empréstimos do BNDES também crescem em ritmo maior que no fim de 2012. O crédito rural, com grande participação do Banco do Brasil, também segue forte. A previsão do Banco Central para o crescimento nessas três modalidades, que respondem por mais de 40% dos financiamentos no País, passou de 16% para 20%.

Em relação às demais operações, representadas principalmente pelo crédito ao consumo, que deve ficar mais caro, a projeção de crescimento recuou de 13% para 11%. "O crédito para o consumo é o que mostra maior moderação", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.
Dentro do crédito ao consumo, o destaque continua sendo o consignado, mercado dominado hoje pelos estatais BB e Caixa, que fizeram uma política agressiva de redução de juros no ano passado e dependem do aval do governo para voltar a subir suas taxas neste ano.
Para as empresas, o crescimento também tem sido sustentado pelo dinheiro do governo, que liberou mais recursos, principalmente por meio do BNDES, para tentar salvar o crescimento do País, cujas projeções já estão abaixo de 2,5%.

Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, os bancos públicos estão "dando goleada" nas instituições privadas, que encontram dificuldades em acelerar o crédito por conta da inadimplência. "A partir de junho, julho, a inadimplência deve voltar a cair, mas bem devagar, o que não será suficiente para os bancos privados retomarem de vez o crescimento do crédito." /COLABOROU GABRIELA FORLIN 


Fonte: Estadão

Notem as partes grifadas. A bolha econômica que o governo criou já está entrando em processo avançado, e ninguém na imprensa especializada está se dando conta desse fenômeno, que quando explodir irá arrebentar com a economia brasileira.

domingo, 23 de junho de 2013

Mercadante, Neoliberalismo e o Bolsa Família


Com a palavra, senhor Antonio Mercadante:

"Para o programa de renda mínima, há dois caminhos possíveis. Um é o caminho neoliberal, que entusiasma o Delfim, o Roberto Campos, o Friedman e tantos outros.... vamos fazer uma medida compensatória, que é dar uma quantidade de dinheiro e o sujeito que se vire. Não tem emprego, não tem política social, não tem sistema de Saúde, não tem sistema de Educação. (..) Eu sou contra esse caminho e acredito que nós temos que recuperar a visão do Estado cumprindo políticas sociais estratégicas, junto com a possibilidade de um programa de renda mínima."

MERCADANTE, A, em "Globalização Selvagem e o custo Brasil". in Silva, Luís Inácio Lula da (coord.) Custo Brasil: mitos e realidade. São Paulo: Vozes, 1996.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Estado e a ineficiência de sua segurança.

"Onze delegacias tiveram neste ano média inferior a uma prisão por mês por mandato judicial. Até abril, 55,3 mil crimes violentos foram registrados nos 93 distritos policiais da cidade de São Paulo. Apenas 1,7 mil prisões foram efetuadas por essas delegacias após investigações - uma média de 3 prisões a cada 100 crimes violentos.
Os dados são inéditos e da própria Secretaria de Segurança Pública (SSP), levando em conta o número total de prisões efetuadas pelas delegacias com mandado judicial, um meio de medir a produtividade da investigação da Polícia Civil. Prisões em flagrante, feitas predominantemente pela Polícia Militar, não entraram na conta. Quatro tipos de crime foram considerados violentos para efeito de cálculo: homicídio, estupro, roubo e roubo de veículos.
No total, 55 distritos policiais têm taxa de prisão menor que a média da cidade. Delegacias de bairros nobres, como Morumbi (34º DP) e Jardins (78º DP), estão na lista das que menos prendem. Distrito com o maior número de crimes violentos neste ano, o Capão Redondo (47º DP) efetuou apenas 29 prisões desde janeiro, enquanto 1.512 casos graves foram registrados.
Do outro lado da tabela estão os 38 distritos que prendem acima da média e, mesmo assim, deixam a maioria dos criminosos impunes. O líder é o do Bom Retiro (2º DP), com média de 13 prisões para cada 100 delitos violentos registrados.
"Nossas instituições policiais têm problemas sérios para resolver crimes de autoria desconhecida. Principalmente homicídios, a maioria vira ?cold case?", disse o sociólogo Luiz Antonio Francisco de Souza, especialista em Segurança Pública." 

Fonte: Estadão.
Depois as pessoas falam que sem o Estado não haveria segurança, como que seria uma segurança privada e outras mil e uma perguntas. O que não percebem é que já não existe segurança hoje, atualmente, com o Estado. E isso contando que "teoricamente" a função estatal é de prover segurança e justiça. Parece que isso não está ocorrendo.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Darwin e a prática da 'Salami Science'

FERNANDO REINACH - O Estado de S.Paulo
Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão "Salami Science". Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: "Salami Science, espero que não chegue aqui". Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.
"Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a "Salami Science" se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.
No Laboratório de Biologia Molecular, nossos ídolos eram os cinco prêmios Nobel do prédio. Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu... Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.
Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano - e onde. Querem saber como serão classificados. "Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente." "O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto..." Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.
Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.
Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.
Mas o que Darwin tem a ver com isso? Foi ele que mostrou que uma das características que facilitam a sobrevivência é a capacidade de se adaptar aos ambientes. E os cientistas são animais como qualquer outro ser humano. Se a regra exige aumentar o número de trabalhos publicados, vou praticar "Salami Science". É necessário ser muito citado? Sem problema, minhas fatias de salame vão citar umas às outras e vou pedir a amigos que me citem. Em troca, garanto que vou citá-los. As revistas precisam de muitas citações? Basta pedir aos autores que citem artigos da própria revista. E, aos poucos, o objetivo da ciência deixa de ser entender a natureza e passa a ser publicar e ser citado. Se o trabalho é medíocre ou genial, pouco importa. Mas a ciência brasileira vai bem, o número de mestres aumenta, o de trabalhos cresce, assim como as citações. E a cada dia ficamos mais longe de ter cientistas que possam ser descritos em uma única frase: Ele descobriu...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Vício não são crimes, STF

Vícios são aqueles atos pelos quais um homem prejudica a si mesmo ou sua propriedade. Crimes são aqueles atos pelos quais um homem prejudica a pessoa ou a propriedade de outrem.


Vícios são simples erros cometidos por um homem em sua busca pela felicidade. Ao contrário dos crimes, eles não implicam nenhuma malícia em relação aos outros e nenhuma interferência em suas pessoas ou propriedades.


Nos vícios, a própria essência do crime — isto é, o desejo de prejudicar a pessoa ou a propriedade de outrem — inexiste.

É uma máxima da lei a de que não é possível haver crime sem intento criminoso; isto é, sem o intento de invadir a pessoa ou a propriedade de outrem. Porém, ninguém jamais pratica um vício com tal intento criminoso. Pratica-se um vício visando-se a própria felicidade tão-somente, e não por qualquer malícia em relação aos outros.

A não ser que essa clara distinção entre vícios e crimes seja feita e reconhecida pelas leis, não é possível que existam na terra quaisquer direitos, liberdades ou propriedades individuais; quaisquer direitos de um homem de controlar sua pessoa e propriedade, e o correspondente e igual direito de outro homem de controlar sua pessoa e propriedade.

Quando um governo declara que um vício é um crime, e o pune como tal, há uma tentativa de falsear a própria natureza das coisas. É tão absurdo quanto seria uma declaração de que uma verdade é uma mentira ou de que uma mentira é uma verdade.- Lysander Spooner - Vícios não são crimes


Uma reflexão para o que nós estamos observando mais uma vez com a aplicação ainda mais rígida da famigerada Lei Seca no trânsito brasileiro. O texto, por incrível que pareça, é do século XIX. Estamos regredindo, e pelo visto não entendemos mais nada sobre liberdade ou mesmo direitos individuais. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Desempenho de cotistas fica acima da média


Estudos realizados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que o desempenho médio dos alunos que entraram na faculdade graças ao sistema de cotas é superior ao resultado alcançado pelos demais estudantes.
O primeiro levantamento sobre o tema, feito na Uerj em 2003, indicou que 49% dos cotistas foram aprovados em todas as disciplinas no primeiro semestre do ano, contra 47% dos estudantes que ingressaram pelo sistema regular.
No início de 2010, a universidade divulgou novo estudo, que constatou que, desde que foram instituídas as cotas, o índice de reprovações e a taxa de evasão totais permaneceram menores entre os beneficiados por políticas afirmativas.
A Unicamp, ao avaliar o desempenho dos alunos no ano de 2005, constatou que a média dos cotistas foi melhor que a dos demais colegas em 31 dos 56 cursos. Entre os cursos que os cotistas se destacaram estava o de Medicina, um dos mais concorridos - a média dos que vieram de escola pública ficou em 7,9; a dos demais foi de 7,6.
A mesma comparação, feita um ano depois, aumentou a vantagem: os egressos de escolas pública tiveram média melhor em 34 cursos. A principal dificuldade do grupo estava em disciplinas que envolvem matemática. 
A pergunta que não quer calar, qual então o sentindo das cotas sendo que os alunos que entram nas universidades por esse sistema tem desempenhos melhores? Se é assim, eles não conseguiriam passar no vestibular? O problema então não é referente a capacidade econômica, racial, social, mas sim por um sistema falho de admissão das universidades brasileiras? Perguntas para incomodar um pouco a opinião dominante favorável as cotas.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Toffoli e seu entendimento de justiça

"Ele foi advogado do partido – destacando-se na liderança petista na Câmara dos Deputados nos anos 1990, e na consultoria de campanhas eleitorais –, assessor jurídico da Casa Civil quando o ministro era Dirceu e advogado-geral da União do governo Lula.
Antes de assumir a cadeira no Supremo, Toffoli também atuou como advogado do próprio Dirceu em algumas ocasiões. 
Até 2009, ele era sócio no escritório da advogada Roberta Maria Rangel, hoje sua namorada, que defendeu outros acusados de envolvimento no mensalão, como os deputados Professor Luizinho (PT-SP), então líder do governo, e Paulo Rocha (PT-PA)."
Isso é digno de não se conhecer a profissão, de não se levar a sério a justiça, e mais, a inteligência do povo brasileiro. Esse senhor não tem condições de julgar o caso do mensalão devido ao seu passado muito próximo ao PT. A maioria do STF foi indicada por Lula e Dilma, mas esse caso é o supra sumo da sandice e desonestidade. Lamentável que um juiz que encabeça o maior cargo do judiciário no país entenda a justiça dessa forma e ponha em risco um julgamento de tamanha importância, seja por errar a mais ou a menos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

2 anos de Blog!

É neste dia de 10 de julho de 2012 que se comemora o segundo aniversário do blog. Nem parece que já estou escrevendo há dois anos, nem tanto quanto queria, mas sempre postando algo relativo aos meus pensamentos em relação ao que ocorre no mundo. Enfim, esse blog nada mais é que um diário de pensamentos e argumentações livre e aberto a todos, prezando assim mais uma vez o direito da liberdade de expressão, tão bombardeado e execrado atualmente.

Espero continuar escrevendo, pensando, e argumentando sobre os mais diversos temas e assuntos, e assim contribuir de maneira quase nula com o conhecimento humano, já que este é um gigante se visto por um único indivíduo, e um átomo observado pelo que ainda pode ser descoberto.

Feliz aniversário!

domingo, 8 de julho de 2012

Sobre a legalização das drogas

Já escrevi textos sobre o famigerado assunto da legalização das drogas, mas agora quero focar e pontuar argumentos que são favoráveis a tomada dessa atitude pelo Estado brasileiro, e pelos demais também:

1 - Primeiramente, é importante dizer que o corpo de uma pessoa pertence a esta pessoa, não a outro ente de qualquer natureza. Sendo assim, somente ela está capacitada a se autorizar a utilizar ou não seja qual substância química, física, psicológica exista ao redor do mundo. O que isso quer dizer? Somente e unicamente o indivíduo é responsável pelo que se usa e todos os desdobramentos acarretados por esta substância. Neste momento é importante afirmar, que o uso seja deliberado por si mesmo, e não por terceiros, não entrando aqui casos criminosos em que a vítima seja forçada a tomar algo que não queira.

2 - Dito isso, a primeira questão ao meu ver que surge se diz respeito aos abusos cometidos por usuários, que consequentemente se transformar teoricamente em crimes contra outro indivíduos. Este ponto argumentativo é um desvio da lógica do argumentador, culpando a substância em si pelo crime, ao invés de culpar o indivíduo que a tomou. Se pensarmos desse modo, todos os acidentes causados no trânsito são de culpa exclusivamente dos automóveis, o que na prática levaria a pensar em proibir todo os tipos de veículos, já que com sua proibição o número de acidentes cairia drasticamente.

3 - Continuamos por enquanto na questão relacionada à justiça, pegando como um exemplo um caso no qual um indivíduo alterado por substâncias cometa um crime. Aqui pode-se notar um grande problema existente na legislação de vários países, o atenuamento de pena para pessoas alteradas. A lei deveria servir para julgar igualmente qualquer tipo de caso, colocando como iguais os indivíduos. Quando uma pessoa embriagada dirige e mata um pedestre, o crime incorre no matar uma pessoa, não por aquela dirigir embriagada. Do mesmo modo, esta pessoa pode dirigir embriagada e seguir todas as leis de trânsito com cautela. A justiça então deveria igualar a pessoa embriagada que dirige com cautela e o individuo sóbrio que dirige com cautela, do mesmo modo que faz quando um sóbrio mata no trânsito tanto quanto um embriagado.

4 - Partimos agora para um ponto moral relacionado ao uso de substâncias entorpecentes. O que mais é se falado dentro desta discussão é que com a legalização das drogas, o consumo irá explodir. Este tipo de argumento não se consolida com os dados históricos, como se pode ver com a Lei Seca americana, que pelo contrário, a proibição fez o consumo aumentar exponencialmente. Mesmo se os dois pensamentos se corroborassem, é complicado utilizar este método, já que seria necessário expandi-lo para vários outros setores, como por exemplo o de alimentos. O açúcar e a gordura são tão danosos a saúde quanto as drogas, e matam tanto quanto, mas estão em todos os supermercados e searas alimentícias disponíveis.

5 - Continuando com esta argumentação, não é por ser legal que todos usarão, como ocorre da mesma forma com o álcool e o cigarro. Há aliás grupos que mostram os danos que estas substâncias produzem, e eles poderão continuar atuando de forma não autoritária para informar a população dos riscos de  tais substâncias. Não vejo problema nenhum em campanhas anti-fumo, anti-álcool, anti-drogas, desde que estas respeitem o direito das pessoas em se ter o favorecimento da escolha do sim ou não sem que esteja apontada uma arma em suas cabeças.

6 - Chegamos agora em uma parte importante, a parte econômica. Há um dilema dentro da corrente libertária se é melhor a liberalização ou não, visto que com a liberalização no mundo atual acarretaria uma série de regulamentações e impostos, encarecendo o produto e dificultando sua venda. Por outro lado, com a legalização (sempre pensando no ponto de vista da realidade atual, sem nos focarmos no que seria o mundo ideal), os usuários seriam beneficiados por estarem comprando produtos que possuam selos de qualidade e sigam etapas de produção industrial, diferenciando por preços e quantidades a qualidade do produto ao qual está comprando, acabando assim com a instabilidade e a dúvida de se tal produto realmente é o que se está dizendo.

7 - Por fim, há uma junção entre a economia e a saúde. Com as drogas no mercado legalizado, os casos de overdose acidental por uso de substâncias de diferentes níveis tóxicos cairiam drasticamente, pois o consumidor sempre utilizaria algo ao qual está acostumado, e não meramente estaria a deriva de variações de substâncias. Ao mesmo tempo que isso ocorre, drogas relacionadas ao sub-mundo estariam fadadas a desaparecer, como o crack, já que em um mercado competitivo não há espaços para restos de substâncias que causam grandes danos a saúde. Mais um vez recorro ao caso da Lei Seca americana, dada a proibição do álcool, surgiu uma substância parecida com o whisky, mas extremamente danosa ao organismo humano, que matou ou deixou aleijado mais de 30.000 americanos.

8 - E o último item extra, todo dinheiro dispendido pelos governos mundiais na guerra as drogas poderia ser convertido para clínicas de tratamento e contenção para usuários, ao invés de usado para disseminar o assassinato ao redor do globo.

Além do que, a humanidade viveu 9.900 anos sem proibição das drogas, e estamos aqui até hoje.

Enfim, existem mais argumentos a serem colocados nesta discussão, mas basicamente são estes os que mais influenciam em uma legalização da venda das drogas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Erundina se redime e sai do lamaçal

"A deputada federal Luiza Erundina, do PSB, confirmou sua desistência de concorrer como candidata a vice na chapa do candidato do PT, Fernando Haddad. A decisão foi comunicada ao presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), em reunião em Brasília. Na útlima segunda, Erundina havia antecipado ao site de VEJA que não aceitaria fazer campanha ao lado do deputado federal Paulo Maluf, presidente estadual do PP, que havia anunciado aliança com o PT. Erundina e Maluf são inimigos históricos. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda em São Paulo, deputado federal Márcio França. “Ela disse que não tinha condições de continuar na disputa com essa aliança”, afirmou o deputado."

Fonte: Veja 

Parabéns Erundina, mesmo com minhas gigantescas divergências de ideias, você mostrou ter um pouco de vergonha na cara ao contrário do senhor Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Maluf oficializa apoio ao PT em encontro com Lula e Haddad

"O deputado federal Paulo Maluf realizou encontro nesta segunda-feira (18) para oficializar a adesão do Partido Progressista (PP) à chapa do pré-candidato Fernando Haddad (PT). Tanto o candidato petista quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram do encontro, que começou por volta das 13h e durou cerca de 30 minutos. (...)

Acompanhado por Haddad, Maluf  falou com os jornalistas no portão de sua casa, nos Jardins. "Política é como futebol. Quem é palmeirense não gosta do Corinthians, quem é corintiano não gosta do Palmeiras e pode alguém não gostar de mim. Mas ninguém pode dizer que Paulo Maluf como ex-governador e ex-prefeito conhece como ninguém os problemas da cidade de São Paulo", disse o ex-prefeito. "Quem tem as melhores condições de resolver esse problema é um candidato que tenha parceria com o governo federal", complementou.


Maluf afirmou que não existe mais esquerda e direita. "Hoje teve eleição na França. Perdeu Sarkozy e venceu Hollande. Se você vai em Paris e pergunta, você é de esquerda ou de direita, ele diz: 'isso é sinal de trânsito'. A esquerda está na Rússia? Na China que não tem direitos humanos, em Cuba, que deporta seus boxeadores? Ou você é eficaz e produtivo ou o povo te manda democraticamente para casa. Aqui tem democracia, graças a Deus, e vai ter com Fernando Haddad", afirmou. (...)"



Esse é o complemento do post anterior. Triste, lamentável.