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quinta-feira, 21 de julho de 2016

O século XXI enterrará a política

Paul Johnson já se referiu ao século XX como o século dos políticos. E nunca na história da humanidade houve tantas mortes e sofrimento como ocorreu neste período. Ditaduras de todas as estirpes, comandadas por homens nos quais pensavam ter o poder da onisciência, tentaram fortemente conter o avanço social humano. Felizmente, ou infelizmente para milhões de indivíduos que pagaram com suas vidas, eles não conseguiram. 

Chegamos ao século XXI com a mais poderosa arma já inventada pelo homem, a internet. E a internet faz parte de algo maior que nos torna sapiente, a tecnologia. A possibilidade que nós temos em adaptar o ambiente para melhorar nossas vidas é algo único no universo (até então). E é justamente isso que fará com que o século XXI enterre a política tradicional como a conhecemos. 

A evolução política que tivemos no mundo ocidental é em grande parte fantástica. Saímos de meros macacos nas cavernas, passamos por períodos de longos autoritarismos atingindo o ápice do totalitarismo no século XX em contraposição a gotas de democracia no mundo. O indivíduo sempre foi atomizado perante a elite que detinha o poder, e continua sendo mesmo nos regimes ditos democráticos.

Porém, com o advento da internet, houve uma sinergia de acontecimentos que trouxeram uma esperança para a humanidade se livrar da coerção. Essa revolução silenciosa já está ocorrendo e demonstrando que o jeito tradicional de se fazer política, com votações regulares de dois em dois anos, aprovação de leis inúteis, regulamentações cada vez maiores da vida comum dos cidadãos, está com os dias contados.

Vários aplicativos de celulares escancaram a ineficiência de serviços públicos banais, com os quais a população sofre constantemente. E qual a solução do estado para estes problemas? Barrar as melhorias através de cada vez mais regulações que destroem a qualidade de vida e a potencialidade de criação de riqueza entre as pessoas. 

É em relação a este ponto que as pessoas em todo o mundo que são beneficiadas pela tecnologia, ao linkarem esta situação com a qualidade dos serviços prometidos pelos políticos, terão o estalo fundamental para acabar com essa máquina estatal podre e ineficiente. A política em si não será enterrada; o que sucumbirá é a política tradicional utilizada como forma de dominação e coerção.

domingo, 10 de junho de 2012

Isolado na capital, PT tem chapas gigantescas na Grande SP

"Favorito à reeleição, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, tem 19 siglas na sua chapa, incluindo o DEM, e negocia para tirar da disputa o pré-candidato do PMDB, Tunico Vieira.
Já em Guarulhos, o prefeito Sebastião Almeida tenta fechar com 18 legendas. "Apenas PSDB, PPS e DEM não estão conversando para fazer parte da aliança", conta a vereadora Marisa de Sá.
A situação é a mesma para o pré-candidato de Osasco, deputado João Paulo Cunha, que reuniu 21 siglas na sua chapa. O acordo foi costurado apesar da possibilidade de ele não participar da eleição, pois é réu do mensalão.
Até o fim do mês, quando termina o prazo das convenções, o PT pode fazer alianças que vão de 10 a 18 siglas em cidades como Embu das Artes, Santo André, Diadema, Carapicuíba e Suzano."


Isso é uma democracia verdadeira? Enquanto Lula sempre esbraveja na frente da imprensa contra tucanos e democratas, por "baixo do pano", ou melhor, nas eleições municipais, seu partido se entope de coligações nas quais juntam-se aos montes seus "inimigos" como PSDB e DEM. Em qual parte está a seriedade e o compromisso com os ideais apregados por ambos os partidos? Se são adversários em território nacional e estadual, qual a razão de efetuarem alianças em nível municipal? 

O fisiologismo do sistema partidário brasileiro é cada vez mais comum, e tende a sê-lo. O teatro político encenado pelas maiores forças partidárias do país, no qual aparentemente há diferenças no modo de se agir, se mostra inexistente quando partimos para a análise da sociedade. Em tempo, nenhum dos partidos tem propostas que realmente interessam aos eleitores; eles apenas querem chegar ao poder e ao Leviatã para chupar os recursos da população da forma mais escabrosa possível. Quando a população tiver consciência desse fato, essas instituições estarão fadadas ao fracasso.

"As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter pradões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas." - 1984, George Orwell

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lula e o papel da oposição

“O que eu queria pedir à oposição é que, a partir do dia 1º de janeiro, contra mim não tem problema, podem continuar raivosos, podem continuar do jeito que sempre foram, mas, a partir do dia 1º de janeiro, que eles olhassem um pouco mais o Brasil; que eles torcessem para que o Brasil desse certo; que eles ajudassem o Brasil a dar certo; que, cada vez que tome uma atitude, ao invés de prejudicar o presidente, eles prejudiquem a parte mais pobre da população que precisa do governo e que precisa das políticas públicas do governo. Então eu espero, eu não vou falar aqui em unidade nacional, porque essa é uma palavra já queimada, já mal usada, mas eu queria apenas pedir a compreensão, é que, dentro do Congresso Nacional, a nossa oposição não faça contra a Dilma a política que fez comigo, a política do estômago, a política, eu diria, da vingança, a política do ‘trabalhar para não dar certo’. Eu acho que a oposição tem um outro papel, e ela pode fazer isso, até porque a oposição governa estados importantes da federação, e sabe que a relação institucional entre estados e o governo federal tem que ser a mais harmoniosa possível porque senão todos perdem“ Luiz Inácio da Silva, 4 de novembro de 2010, em seu primeiro discurso após eleição de Dilma.

É, a democracia pra Lula é uma coisa interessante mesmo. Quando seu partido está na oposição pode bater, bravatear, achincalhar, mas quando este passa para a situação o comportamento da oposição deve ser totalmente outro, aplaudir e abaixar a cabeça pelos feitos do governo. A oposição para Lula quando se está no governo deveria ser... um dos tipos da situação! Fora o total descabimento para um chefe de estado em proclamar palavras como "vingança" intituladas para o lado oposicionista, transformando a disputa política em uma disputa totalmente maniqueísta; além também da ameaça final em sua frase aos governadores eleitos dos estados, sem saber que essa ameaça se levada a sério seria um tiro no pé, já que a oposição governa os estados mais ricos da federação, e que uma guerra institucional só ocasionaria um desregulamento no orçamento da União, que depende essencialmente dos recursos dos estados mais ricos para fazer sua compra de votos nas regiões menos favorecidas, ou melhor, suas "políticas públicas".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O perfil autoritário de Lula

'Precisamos extirpar o DEM da política brasileira', afirma Lula

Presidente participou de comício de Dilma Rousseff em Joinville (SC). 
Rodrigo Maia, presidente do DEM, rebate e aponta 'desequilíbrio' de Lula.


Tá aí, mais uma vez o presidente da República do Brasil mostrando seu ranço autoritário e seu desprezo pela luta política e democrática. É uma pena que ninguém se assuste com tamanho ataque as várias instituições que são contrárias ao governo Lula e que fazem oposição, não entrando no mérito da questão se boas ou não. Política é um lugar de conflito de idéias e propostas, não extermínio de adversários.